Notícias
Ago
12
A opção de por comprar um carro sem ser à vista deve considerar imprevistos futuros, como perda do emprego ou diminuição da renda por algum outro motivo, explica o consultor financeiro Alexandre Lignos. Ao responder perguntas dos internautas em chat nesta quinta-feira (11), ele explicou que o crédito pode vir de forma fácil, daí a tentação de aceitá-lo.
Para se precaver contra imprevistos, o certo é nunca se comprometer com uma parte grande da renda. "Tem que deixar uma folga para qualquer tipo de emergência", afirma. Lignos destacou que, além da taxa de juros, é importante considerar outras taxas embutidas na parcela de um financiamento, por exemplo. "Às vezes a pessoa vê a mensagem 'juros de 1,99%'. Nunca vai ser só isso, sempre será um pouco a mais porque ainda serão incluídas outras taxas, como de abertura de crédito, seguros, etc."
O consultor explica que as demais cobranças precisam estar discriminadas em contrato. "O banco nunca faz nada ilegal, não vai te enganar, senão ele é duramente penalizado."
Juro do carro zero X juro do carro usado
No chat, o intenauta Demétrio Turbian perguntou se é verdade que o juro do carro zero é mais barato que o do usado. "Pode ser, porque o carro novo tem depreciação menor, deverá dar menos problemas mecânicos, então, porque a segurança é maior, a taxa pode ser menor do que a de um carro usado", explicou Lignos. "E muitas vezes você usa a financeira que é da própria montadora e ela não vive de juros, ela quer ajudar a vender, por isso a taxa tende a ser menor."
A leitora Maria Paula Anjos perguntou o que fazer se não conseguir pagar todas as parcelas de um financiamento em 42 vezes. "Se você conseguir vender o carro e quitar a dívida ou repassar essa dívida, mesmo que tenha prejuízo, é melhor do que sujar seu nome", aconselhou o consultor.
Uma opção é tentar vender o carro a um parente ou amigo, "porque ele conhece você e sabe que cuidou bem do carro; isso agrega valor", explica Lignos.
Nesse caso, porém, é importante não deixar de transferir o financiamento para o nome do novo dono do carro. "Não tenha vergonha de repassar. Com 'contrato de gaveta', de boca, você não consegue ir atrás [se houve algum problema], o seu nome é que vai ficar sujo", adverte. "A pessoa não vai ficar triste, ela é honesta como você. Explique que você pretende comprar outro carro futuramente e, se mantiver o seu nome naquele financiamento, poderá não conseguir aprovação para adquirir esse outro veículo."
O repasse de um financiamento, no entanto, depende de aceitação do banco. "Tem que comprovar renda, o perfil da pessoa é analisado e o banco pode concordar ou não."
Qual a melhor modalidade?
O internauta Ubiratan perguntou se, com R$ 15 mil, é melhor adquirir um veículo zero ou usado. E se o ideal seria fazê-lo por meio de consórcio ou empréstimo. "Se pode comprar um carro novo, é melhor, porque ele requer menos manutenção, a longo prazo você terá menos gastos", diz o consultor. "Com R$ 15 mil não dá, mas você pode esperar um pouco e juntar dinheiro."
Se não quiser fazer a vista, a escolha entre consórcio ou crédito será determinada pelo tempo em que o comprador pode esperar para ter o carro. "Se puder esperar mais, o consórcio tende a ter taxas menores. Mas você só tira o carro mais rápido se tiver dinheiro para o lance. Com R$ 15 mil dá um lance legal", considera Lignos. "Se o lance supera os R$ 15 mil e você precisar do carro agora, opte pelo financiamento, quando o bem é retirado na hora."
O consultor também explicou como funciona o leasing. "Nem termo mais popular, ele é um aluguel. Sendo assim, está isento de algumas taxas, por isso tende a ser mais barato. O carro não fica no seu nome, mas no da financiadora. No fim do contrato, a pessoa tem a opção de adquirir o bem ou não, por um valor fictício: R$ 1, R$ 10...", exemplificou.
Busca e apreensão do carro
Lignos também comentou sobre o caso de a inadimplência levar à apreensão do carro. "Não há uma definição de qual o número de parcelas em atraso podem levar a isso. Depende do contrato, mas está escrito lá a partir de quando isso pode ocorrer", conta. "Mas depende também da sua relação com o banco, do seu histórico, das garantias que deu... é muito variável. Geralmente [a financeira] vai te ligar e tentar negociar. Nunca vai ser de sopetão."
Melhor mês para compra
O consultor comentou ainda que os meses de outubro e novembro costumam ser um bom momento para trocar de veículo. "Os carros estão mudando o ano/modelo, então as lojas costumam fazer promoções para escoar o modelo anterior. Isso também acontece quando um carro mudou o design ou passou por um facelift, para acabarem com o estoque da versão anterior."
Últimas notícias
Comentários
Deixe seu comentário sobre essa notícia. Ele aparecerá aqui no site assim que for aprovado!
2013 ® VRCarros Classificados de Veículos Novos e Usados - Todos os direitos reservados
Todas as marcas descritas nesse site são de propriedade de seus respectivos proprietários.
Site desenvolvido por Webbrax - Web, Design, Otimização (SEO)